Se uma pessoa não é capaz de compreender ou rir das idiotices que eu estou constantemente falando e fazendo, então não há a menor possibilidade de uma convivência. E nem me refiro aquela convivência na vida real de dia-a-dia, tô falando de convivência online, de ser acompanhada pelas redes sociais afora.
Eu sou boba! Eu sou muito idiota! Eu rio de piadas com teor de preconceito, eu gosto de trocadilhos bobos, eu gosto sim de jogar de vez em quando uma pimenta nos olhos dos outros. Dou risada das desgraças alheias e principalmente das minhas próprias desgraças, exatamente como certa vez li em um tweet da @vivianf que dizia “É melhor eu rir da minha própria desgraça porque senão vem alguém e ri por mim”.
A pessoa ter que ser o tempo todo centrada, intelectual, alinhada, comportada, certinha… Deve ser muito desgastante, hein. Fico estressada só de imaginar. A verdade é que se eu precisasse mesmo ficar tão comportada assim na internet eu não teria o menor interesse nisso aqui. Já me basta toda a seriedade que eu preciso ter na minha vida profissional e em tantas outras ocasiões que exigem seriedade. Então, quando eu chego numa rede social eu simplesmente não vou fazer o menor esforço pra “manter a linha”.
@gabrielabrasil em outra ocasião disse (olha aí outro tweet que me marcou); Mil vezes um burrinho espirituoso que um cult que não sabe rir! Vejo cults e alguns bonitinhos que não sabem rir por todos os lados, me fazendo morrer de tédio só de observar.
Eu seguia um rapazinho no twitter, tínhamos alguns conhecidos em comum, mas confesso que a razão do meu follow foi única e exclusivamente por ele ser beeem bonito. Ele é engenheiro-alguma-coisa, desses que só faz tweet sobre notícias relevantes, coisas relacionadas ao trabalho e etc. Ok, legal. De vez em quando ele postava coisas bonitas, interessantes, como por exemplo a história de um chinezinho de 5 anos que (sobre)vivia completamente sozinho. Uma história muito triste, me marcou também. Enfim, o bonitinho em questão nunca respondia os meus replys, nem dessa vez quando fiquei emocionada com a reportagem. E olha que eu só dirigia a palavra a ele com toda a seriedade do mundo, pois já tinha sacado que ele não dava a mínima abertura pra descontração ou brincadeiras. Certo dia eu estava atacada nas bobeiras e tweetando sem parar. No dia seguinte fui notificada do unfollow dele. Daí eu fico pensando comigo, “Foi tarde!”. Ele poderia ter se poupado das minhas idiotices há mais tempo (ele me seguiu durante uns 2 anos)! De que adianta o cara ser engenheiro, bem sucedido, (muito) bonito e não ter o menor senso de humor, não se dar o prazer de quebrar o gelo nunca?! Repasso.
“Nossa! Como você reclama”, “Ai porque tanta depressão?”, “Por que tanto mimimi?” ,”Você anda muito pessimista”, “Você não pode ter tanta baixo auto-estima assim”… AI ME DEIXEM!!! Essa sou eu! Quem estiver me achando um porre, faça como o moçinho engenheiro. Vai ser libertador pra ambas as partes, pode acreditar. Sei bem quem são as pessoas que não apreciam meu tipo de senso de humor.
Minha revolta toda é porque eu postei uma brincadeira no facebook e, com uma ou duas exceções, fui levada extremamente a sério. Recebi messages reclamando e tudo. Ai gente, que preguizzzz…
Ninguém pode imaginar a vontade que me dá de bater com a cabeça contra a parede quando me deparo com pessoas que não conseguem perceber a ironia nas coisas que eu escrevo, ou seja, 99% de tudo o que eu vomito despejo sobre os olhos de vocês!
E realmente, no facebook 98% dos meus contatos são pessoas que eu já conheço das ruas e há toda uma seriedade por lá. Não pode isso, não pode aquilo, ninguém gosta. Enquanto isso no twitter, eu fico intimidada quando recebo follow de primos e pessoas conhecidas, afinal eu quero mesmo é esculachar, xingar e fazer muito drama com as coisas que acontecem comigo e sei que não vou ser muito bem compreendida pelas pessoas que me conhecem pessoalmente.
É, precisava desabafar isso… Espero que estas minhas palavras cheguem a todos aqueles que eu gostaria.
I’m just a soul whose intentions are good
Lord, please don’t let me be misunderstood.

Antes de qualquer coisa.
TL;DR
Bom, li uma parte aqui e outra ali, eniuei, facebook é assim mesmo, é lá que se aglomeram os parentes, chefes, colegas de trabalho e o raio que o parta, via de regra, essa gente não sabe brincar, portanto o resto da turma misturada no meio acaba não brincando, o que leva a perderem a capacidade de identificar uma piada, talvez se você colocar uma tag [piada] as pessoas entendam.
Outra coisa triste é ter um senso de humor um pouco discrepante do humor comum, o que leva às pessoas não entenderem quando você está fazendo uma piada, seja em qualquer meio.
Bottomline: Quando for fazer piadinhas que possam ser mal interpretadas e/ou totalmente não interpretadas no FB, coloque uma tag no post pros “espertos” entenderem.
Li cada uma das letras expressivas do seu post.
Ow Camila, eu mandei errado o comentário no post do Pedro ali em cima… éra pra vc. Mas eu rí depois, tipo “Babacas e tal tal tal tal (Alysson Bruno) ” heiaueh tipo somos todos babacas, ah eu concordo, eu sou um grande babaca. Sou um Babaca-man.. cara da onde será que veio a palavra Babaca (hamm diz que já começa a filosofar heiauehui)